Cirurgia plástica gengival
Gengivoplastia em São José dos Campos: como é a cirurgia e a recuperação
A gengivoplastia remodela o contorno da gengiva e pode ser indicada em alguns casos de sorriso gengival. Entenda o planejamento, a cirurgia e a recuperação.
A gengivoplastia é uma das cirurgias plásticas gengivais mais procuradas por quem sente que mostra muita gengiva ao sorrir ou que tem dentes com aparência curta. Ela também pode ser indicada quando o contorno da gengiva é irregular, com alguns dentes mais cobertos do que outros.
Antes de marcar qualquer procedimento, é natural ter dúvidas: como a cirurgia é feita, como é o pós-operatório, quanto tempo leva para cicatrizar e quais cuidados são necessários. Reunimos aqui as respostas mais comuns para quem procura gengivoplastia em São José dos Campos, lembrando que a indicação e o planejamento dependem sempre de avaliação presencial.
O que é a gengivoplastia
Gengivoplastia é o procedimento que remodela o contorno da gengiva. O termo costuma aparecer junto com gengivectomia, que é a remoção de uma pequena faixa de gengiva. Na prática, as duas coisas muitas vezes acontecem na mesma cirurgia: retira-se o excesso e dá-se forma ao contorno, buscando proporção entre os dentes.
O objetivo é estético, mas também funcional. Uma gengiva com contorno mais regular tende a ser mais fácil de higienizar, e dentes com proporção mais equilibrada contribuem para a harmonia do sorriso.
A gengivoplastia não altera o dente em si. O que muda é a quantidade de coroa que fica à mostra e o desenho da linha da gengiva. Por isso, o planejamento leva em conta a simetria entre os lados, o formato dos dentes, a linha do lábio ao sorrir e a faixa de gengiva que precisa permanecer para proteger a região.
Para quem a gengivoplastia pode ser indicada
Em geral, o procedimento é considerado em situações como:
- sorriso gengival causado por erupção passiva alterada, quando a gengiva continua cobrindo parte do esmalte depois do desenvolvimento dos dentes;
- contorno gengival irregular entre dentes vizinhos;
- aumento de volume da gengiva que permanece mesmo depois de a inflamação ter sido controlada;
- ajustes de contorno associados a outros tratamentos, conforme o planejamento.
Nem todo sorriso gengival se resolve com gengivoplastia. Quando a causa principal está no lábio ou nos ossos da face, a cirurgia apenas na gengiva pode não atender à expectativa. O artigo sobre opções de tratamento para o sorriso gengival explica essas diferenças.
Como é feito o planejamento
O planejamento começa com uma conversa sobre o que incomoda o paciente. Depois, o periodontista examina a gengiva, mede a profundidade do sulco entre o dente e a gengiva, avalia a faixa de gengiva queratinizada (a gengiva mais firme e aderida) e procura identificar onde termina o esmalte. Fotos e, em alguns casos, exames de imagem ajudam a localizar o osso.
Esse cuidado tem uma razão. A gengiva precisa manter uma distância natural em relação ao osso, um espaço onde os tecidos se acomodam. Revisões sobre erupção passiva alterada descrevem que, quando o osso está muito próximo da borda do esmalte, apenas remover gengiva tende a não se manter, e o plano precisa incluir um ajuste ósseo para que o novo contorno fique estável.
A Dra. Rafaela, que tem diversos cursos avançados em cirurgia plástica periodontal, faz esse planejamento explicando em linguagem simples o que é possível em cada caso. Se houver gengivite, ela é tratada antes, porque a gengiva inflamada muda de volume e pode confundir a avaliação. Saiba mais sobre a gengivite.
Como é a cirurgia
A gengivoplastia é feita em consultório, com anestesia local. O periodontista marca o novo contorno, remove a faixa de gengiva planejada e dá acabamento às bordas. Quando há necessidade de ajuste ósseo, a gengiva é afastada com delicadeza para dar acesso ao osso e depois reposicionada com pontos.
Também existem técnicas descritas como menos invasivas, sem descolar a gengiva. Um ensaio clínico brasileiro comparou a abordagem com abertura da gengiva e uma abordagem sem essa abertura para o aumento de coroa estético e encontrou resultados semelhantes e estáveis em 12 meses, com baixo desconforto relatado pelos pacientes nos dois grupos. A escolha da técnica depende das medidas de cada caso.
A duração varia conforme o número de dentes envolvidos. Em geral, a pessoa volta para casa no mesmo dia, com orientações por escrito sobre os cuidados.
Como costuma ser a recuperação
A gengiva tem boa capacidade de cicatrização. Nos primeiros dias, é comum sentir alguma sensibilidade e notar a gengiva mais avermelhada, o que faz parte do processo. Os cuidados orientados geralmente incluem:
- alimentação macia, fria ou morna nos primeiros dias, evitando alimentos muito quentes, duros ou condimentados;
- higiene cuidadosa, seguindo a orientação sobre quando voltar a escovar a área operada;
- uso de medicação e enxaguante somente conforme a prescrição;
- evitar fumar e consumir bebidas alcoólicas no período inicial;
- retorno para revisão e, quando houver, remoção dos pontos.
A sensação nos primeiros dias varia de pessoa para pessoa e conforme a extensão do procedimento. Seguir as orientações e não pular as revisões ajuda o periodontista a acompanhar a cicatrização e a agir cedo se algo fugir do esperado.
A cicatrização superficial costuma acontecer em algumas semanas, mas o contorno final continua se acomodando nos meses seguintes. Uma revisão sistemática sobre cirurgias de aumento de coroa observou que a margem da gengiva pode se deslocar um pouco nesse período, principalmente nos três primeiros meses. Por isso as revisões são importantes e, quando há tratamento restaurador previsto na região, o momento dele é combinado considerando essa acomodação.
Depois da cicatrização, a rotina volta ao normal: escovação cuidadosa na linha da gengiva, limpeza entre os dentes e consultas periódicas para acompanhar o contorno obtido.
Quando procurar avaliação
Se você sente que mostra muita gengiva ao sorrir, que seus dentes parecem curtos ou que o contorno da gengiva é irregular, uma avaliação ajuda a entender a causa e as possibilidades. Na consulta, a Dra. Rafaela explica se o caso pede gengivoplastia, outro tratamento ou apenas acompanhamento. Mais informações estão na página de gengivoplastia.

Cirurgiã-dentista, especialista e mestre em Periodontia (USP | UNESP). Atende em São José dos Campos.
Referências
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- Pilalas I, Tsalikis L, Tatakis DN. Pre-restorative crown lengthening surgery outcomes: a systematic review. J Clin Periodontol. 2016;43(12):1094-1108. doi.org/10.1111/jcpe.12617
- Sculean A, Gruber R, Bosshardt DD. Soft tissue wound healing around teeth and dental implants. J Clin Periodontol. 2014;41(Suppl 15):S6-S22. doi.org/10.1111/jcpe.12206
Conteúdo informativo. Não substitui a consulta: o diagnóstico e a indicação de qualquer tratamento dependem de avaliação presencial.
