Gengivite
Gengivite em São José dos Campos: sinais, tratamento e prevenção
A gengivite é comum, costuma dar sinais discretos e, na maioria das vezes, é reversível. Saiba como reconhecer, como é tratada e o que ajuda a evitar que ela volte.
A gengivite é uma das alterações mais comuns da boca. Muitas pessoas convivem com ela por meses sem perceber, porque os sinais costumam ser discretos e quase nunca há dor. Um pouco de sangue na escovação, uma gengiva mais avermelhada, um hálito diferente: nada que, à primeira vista, pareça motivo para ir ao dentista.
Justamente por ser silenciosa, vale conhecer melhor essa condição. Neste texto, explicamos o que é a gengivite, como reconhecer os sinais, como é o tratamento com periodontista em São José dos Campos e o que ajuda a manter a gengiva saudável depois.
O que é gengivite
Gengivite é a inflamação da gengiva, o tecido que envolve os dentes. Na grande maioria dos casos, ela é causada pelo acúmulo de placa bacteriana, uma camada pegajosa de bactérias que se forma sobre os dentes todos os dias. Quando essa placa não é removida bem, principalmente junto à gengiva e entre os dentes, o organismo reage com inflamação.
Essa relação entre placa e inflamação foi demonstrada em um estudo clássico de 1965, conhecido como "gengivite experimental". Voluntários com gengiva saudável suspenderam a higiene bucal e, em poucas semanas, todos desenvolveram gengivite. Quando voltaram a escovar e limpar entre os dentes, a gengiva retornou ao normal em poucos dias. Esse estudo ajudou a mostrar algo importante: a gengivite, em geral, é reversível.
Existem também alterações da gengiva que não dependem só da placa, como algumas condições hormonais, reações a medicamentos ou doenças sistêmicas. Por isso, o diagnóstico é sempre feito em consulta.
Sinais mais comuns
A gengivite nem sempre se manifesta da mesma forma, mas alguns sinais aparecem com frequência:
- Sangramento ao escovar, ao passar fio dental ou ao morder alimentos firmes, como maçã.
- Gengiva mais vermelha ou arroxeada, em vez do tom rosado habitual.
- Inchaço, com a borda da gengiva mais arredondada e brilhante.
- Sensibilidade ao toque na gengiva.
- Mau hálito que não melhora com a escovação.
O sangramento é o sinal mais característico. Se esse é o seu caso, vale ler também o nosso texto sobre gengiva sangrando ao escovar, que detalha as possíveis causas.
Algumas fases da vida pedem atenção redobrada. Na gravidez, por exemplo, as mudanças hormonais podem deixar a gengiva mais reativa à placa. Falamos sobre isso no artigo gengiva na gravidez.
Por que vale tratar cedo
A gengivite, por si só, não causa perda do osso que sustenta os dentes. Mas um consenso europeu de especialistas, publicado em 2015, considera o controle da gengivite a base da prevenção da periodontite, que é a forma mais avançada da doença periodontal. Ou seja: cuidar da gengivite hoje é uma forma de proteger a gengiva e o osso no futuro.
Isso não significa que toda gengivite vai evoluir. Muitas pessoas convivem com ela por anos sem desenvolver periodontite. Ainda assim, como não é possível prever quem vai evoluir, o caminho mais tranquilo é tratar a inflamação e manter a gengiva saudável.
Como é o tratamento
O tratamento da gengivite começa com uma avaliação cuidadosa. A Dra. Rafaela Lantyer, periodontista em São José dos Campos, examina a gengiva, mede a profundidade do espaço entre dente e gengiva e registra os pontos que sangram. Esse exame ajuda a confirmar que se trata de gengivite e não de periodontite, que exige outro tipo de cuidado.
De forma geral, o tratamento costuma envolver:
- Remoção profissional da placa e do tártaro acima da gengiva, com instrumentos específicos.
- Polimento das superfícies dos dentes, para dificultar o novo acúmulo de placa.
- Orientação individual de higiene, mostrando a escova, a técnica e o acessório de limpeza entre os dentes mais adequados para o seu caso.
- Correção de fatores que favorecem o acúmulo de placa, quando houver, como bordas de restaurações.
- Reavaliação após algumas semanas, para conferir a resposta da gengiva.
Na maioria das vezes, a gengiva responde bem quando a limpeza profissional é somada a uma boa rotina em casa. O tempo de resposta varia de pessoa para pessoa e depende de fatores como hábitos de higiene, tabagismo e saúde geral.
Prevenção: o que ajuda no dia a dia
O mesmo consenso de 2015 reforça a recomendação de escovar os dentes duas vezes ao dia, por pelo menos dois minutos, com creme dental com flúor. Para quem já tem gengivite, a limpeza entre os dentes uma vez ao dia também é indicada. Os especialistas apontam a escova interdental como acessório de escolha quando ela passa sem machucar, e o fio dental para os espaços mais justos.
- Use escova macia e direcione as cerdas para a linha da gengiva.
- Limpe entre os dentes diariamente, com o acessório indicado na consulta.
- Troque a escova quando as cerdas estiverem gastas.
- Se fuma, converse com seu médico sobre formas de parar: o cigarro prejudica a saúde da gengiva.
- Mantenha consultas regulares de limpeza periódica, no intervalo definido pelo seu dentista.
A frequência das consultas de manutenção não é igual para todos. Ela depende do histórico de cada pessoa, da facilidade de acúmulo de placa e da presença de fatores de risco.
Quando procurar avaliação
Vale marcar uma consulta se o sangramento na gengiva se repete por mais de uma ou duas semanas, se a gengiva está vermelha ou inchada, ou se você não faz uma avaliação periodontal há muito tempo. Também é uma boa ideia procurar o periodontista antes de uma gestação planejada, durante a gravidez e se você tem diabetes.
Em São José dos Campos, a Dra. Rafaela atende na Elora Odontologia Integrada, no Jardim Aquarius. O diagnóstico e o plano de cuidado são sempre definidos depois da avaliação presencial, de acordo com as necessidades de cada paciente.

Cirurgiã-dentista, especialista e mestre em Periodontia (USP | UNESP). Atende em São José dos Campos.
Referências
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- Löe H, Theilade E, Jensen SB. Experimental gingivitis in man. J Periodontol. 1965;36(3):177-187. doi.org/10.1902/jop.1965.36.3.177
- Chapple ILC, Van der Weijden F, Doerfer C, et al. Primary prevention of periodontitis: managing gingivitis. J Clin Periodontol. 2015;42(Suppl 16):S71-S76. doi.org/10.1111/jcpe.12366
- Trombelli L, Farina R, Silva CO, Tatakis DN. Plaque-induced gingivitis: Case definition and diagnostic considerations. J Clin Periodontol. 2018;45(Suppl 20):S44-S67. doi.org/10.1111/jcpe.12939
Conteúdo informativo. Não substitui a consulta: o diagnóstico e a indicação de qualquer tratamento dependem de avaliação presencial.
